sexta-feira, 6 de maio de 2011

Gota d'água.


O que se passa comigo? Ando a quebrar as minhas palavras e isso não me agrada.
Deixa-me com medo, medo de quebrar o que disse sobre ti, sobre nunca mais te dirigir a palavra.
Apesar de que muita gente me diz para te dizer alguma coisa, se não é desta que as coisas se finalizam.
É verdade que tenho vontade de falar contigo e perguntar-te mil e uma coisas.
No texto em baixo digo “(…) Sou capaz de te perdoar, mas nunca vou esquecer. (…)” mas não, não sou capaz, não sou capaz de te perdoar e muito menos esquecer.
Neste momento estou a confiar nas palavras de uma pessoa que conheço à meses, enquanto que a ti já te conheço à anos. Sou capaz de confiar nesta pessoa porque não teria motivos nenhuns para me mentir, contou-me as coisas e nem sabia e continua sem saber o tipo de ligação que temos.
Fico sempre mais desiludida contigo a cada dia que passa, não entendo porque nunca me disseste a verdade, não vejo mal nenhum naquilo que se passou mas a tua vida é assim, repleta de mentiras, tretas e mais tretas nessa tua rotina, porquê? 
Explica-me!
É estranho olhar para ti e saber e ver o quanto mentes, mesmo tu sabendo que eu estou completamente certa.
Será que pensaste sequer em contar-me?
Tu brincas com isto tudo e também já me disseram que eu devia fazer o mesmo “não leves a vida tão a sério Cátia” e tento não levar, mas também não gosto que me mintam, não gosto de estar chateada com as pessoas que gosto e todos os dias tento não pensar em ti, mas torna-se impossível. Sem contar o teu nome sai pela minha boca de uma forma tão estranha que as pessoas me dizem “meu Deus, tu gostas mesmo dele” a minha reacção é abraçar essas pessoas e sorrir, porque ao contrário de ti as outras pessoas conseguem compreender-me.
Tu és o cúmulo da estupidez! Falaste com a minha irmã sobre mim e disseste coisas que não faziam sentido nenhum “ela tem muitos amigos coloridos” disseste-lhe isso. Mas ‘tás parvo? Tens noção das barbaridades que dizes? Ao contrário de ti, sei perfeitamente o que quero. A partir do momento em que nós os dois “enlouquecemos” até ao momento que deixei de te falar não andei envolvida com mais ninguém, porque estava com quem eu amava e isso bastava para mim, já de ti não posso dizer o mesmo. Tu próprio afirmaste “a última não foste tu” isso é alguma atitude de “homem”? Dizes ser isto e aquilo, mas sabes o que és? NADA, TU NÃO ÉS NADA!
E eu o que sou? Uma “miúda” que em tempos tiveste nos teus braços.
São tantos os motivos que me impedem de falar contigo, até mesmo para discutir já não sou capaz, sei que não vai adiantar de nada e tudo isto te passa ao lado como quem diz “não é nada comigo”. Mas isto tudo é contigo, foste tu que causaste esta situação e nem és capaz de resolver as coisas.
Já lá vai quase meio ano, será que vamos continuar assim mais tempo?
(eu espero que não, mas também não consigo dar o braço a torcer, desta vez não, foi a gota d’água).

.CSCV

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